A vida em tribos e tribunais
A civilização moderna expandiu a vida além mar, além tribos e além terra. Entretanto parece não conseguir livrar-se do sentido além do além. Daí os tribunais da objetividade interpretarem conservadoramente o além, como se algo além lhe pudesse render a empáfia.
Tipo assim; no encontro com Deus-Cristo, fosse possível argumentar que matar milhares de mulçumanos não é tão grave quanto deixar que morra a americana branca, que jaz há 15 anos numa cama, brancamente vegetando.
Foi, acho que num domingo qualquer de vida desse blog, lá atrás, muito atrás, que tasquei na tela essa idéia que o capitalismo é branco. Branco onde tudo se inscreve. Branco como a neve, a luz clara de uma Branca de Neve, que não pode ser feliz na tribo de anões e voltou com seu príncipe para recuperar seu tribunal.
Vi Menina de Ouro do Clint e do Grande OSCAR Branco. A heroína que é morta e o homem branco que desaparece. Coube ao negro contar tudo. A testemunha. Aquilo que no branco aparece. Branco no branco logo, logo se esquece. Eu e meus problemas de memória. É a vida.
Eu desligaria os aparelhos de alguém que amasse tanto, pois de alguma maneira “o inferno são os outros”. Aqueles que mataram as tribos e inventaram os tribunais.
Abraços e graças à vida!
Escrito por Kleber Jean Matos Lopes às 16h19
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