
No domingo, durante convenção, o PMDB decidiu deixar a base aliada do governo e lançar um candidato próprio a presidente em 2006. Além disso, o partido abriu a possibilidade de punir os peemedebistas que descumpram as decisões da Executiva do partido. Entretanto, a ala governista do PMDB --que reuniria cerca de 20 senadores e 40 deputados-- planeja manter o apoio ao Planalto, contesta a decisão da convenção e espera anulá-la na Justiça. Segundo Renan Calheiros, a ala governista será a partir de agora a única interlocutora entre o PMDB e o Planalto. Ao presidente os peemedebistas levaram a garantia de que parte do partido continuará a apoiar o governo no Congresso. Sobre a convenção, o líder mostrou confiança em derrubá-la: "Essa decisão não resiste a um sopro de analise jurídica". A indefinição sobre a decisão da Justiça, entretanto, já teria levado Lula a adiar o anúncio da reforma ministerial para o início de 2005, segundo reportagem publicada hoje pela Folha de S.Paulo. Além disso, o governo já teria desistido de conceder um terceiro ministério ao PMDB, como planejava antes da decisão da convenção. Para premiar a fidelidade dos governistas, Lula estaria estudando apenas remanejar um dos ministros do PMDB para uma pasta de mais importância e verbas.
Os peemedebistas disseram que não pretendem, por enquanto, deixar o partido, mas caso necessário, o farão para manterem-se fiéis ao governo. 'Essa é uma hipótese a se pensar no futuro. Não pretendo neste momento me desligar do partido. Não estou fazendo isto", informou o ministro da Previdência, Amir Lando. Já o ex-líder do PMDB na Câmara Geddel Vieira Lima (BA) afirma que assim que sair a decisão definitiva da Justiça sobre a validade da convenção, a Executiva do PMDB notificará o Tribunal Superior Eleitoral sobre o desligamento dos peemedebistas que ocupam cargos no governo.
Folha Online/Uol
Escrito por Amanda Tote às 09h03
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