armação ilimitada
22/10/2004 - Em nota, PT repudia armações contra candidatos
O presidente nacional do PT, José Genoino, divulgou uma nota na tarde desta sexta-feira chamando a atenção da população para agressões e armações contra candidaturas do PT neste segundo turno das eleições municipais. O partido faz um apelo para que a militância não aceite provocações e mantenha o alto nível das campanhas petistas. Leia a íntegra:
NOTA
O Partido dos Trabalhadores vem a público chamar a atenção do povo brasileiro e dos militantes, eleitores, filiados e candidatos do PT, para a ocorrência de uma série de armações e violências contra candidaturas do partido neste segundo turno, revelando uma tática desesperada e antidemocrática.
Ao mesmo tempo em que repudia os ataques, o PT nacional faz um apelo à militância e aos apoiadores para que não aceitem provocações e tomem todas as medidas legais para defender as candidaturas e o partido.
Em Curitiba (PR), partidários do candidato do PSDB foram presos distribuindo material apócrifo com ataques pessoais contra nosso candidato, Ângelo Vanhoni.
Entre outros casos de agressões ocorridas contra o PT nos últimos dias, podemos citar, ainda, a invasão da casa do nosso candidato a prefeito de Vitória (ES), João Coser, na noite passada, e o clima de guerra instalado em Nova Iguaçu (RJ) contra nosso candidato, Lindberg Farias.
Não é a primeira vez que, em campanhas eleitorais, tentam fazer provocações contra o PT, temendo vitórias do partido.
A direção nacional reafirma a recomendação para que a militância, os apoiadores e os candidatos do partido façam campanha de alto nível defendendo as propostas do PT e não reajam a provocações.
Por fim, o Partido dos Trabalhadores espera que nossos adversários não se utilizem desse clima de sectarismo e violência, que não condiz com um país democrático e civilizado.
José Genoino Presidente nacional do PT
Escrito por Maikel Psico às 18h21
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Cuspir é viver!
Paz, amor e cuspe"

Em meio às discussões (in)tensas, como diria o Kléber, acho que seria bom refletirmos um pouco sobre a arte de “cuspir conversa”.
O Kleber é perspicaz quando diz que “cuspindo conversa, muitas vezes aceleramos o tempo e resolvemos os problemas da humanidade. Mas só entre a gente”. É verdade. Os ânimos esquentam por aqui, mas no mundo real a coisa funciona de uma maneira um pouco diferente.
Em primeiro lugar, essa interação virtual é diferente do tête-à-tête no “mundo dos cheiros”. Aqui não há gestos ou tons de voz capazes de amenizar ou endurecer o discurso. Na tela do computador, as frases muitas vezes saem ásperas demais, quando não era essa a intenção. Não raro, se escreve ao sabor da hora, do computador do amigo, do trabalho, da casa da namorada. O cuspe sai enviesado e torna-se nojento, repulsivo.
Também sofro desse mal. Primeiro, porque às vezes levo o texto dos outros ao pé-da-letra. Segundo, porque de vez em quando exagero no traço, pintando em cores fortes o que na realidade é constituído de tons pastéis – de vento.
Contudo, é importante dizer que, pro diálogo acontecer, às vezes é necessário alinhar os discursos. É preciso saber traduzir o que “queremos dizer” de forma que o outro compreenda. Cada ser humano opera sob uma lógica diversa. Nesse ponto, o relativismo é importante. Mas assim como podemos aprender outra língua, com um pequeno esforço é possível entender, ainda que de forma aproximada, o que o outro “quer dizer”. Pra isso é preciso haver uma predisposição das partes. É preciso partir do pressuposto de é necessário conduzir o diálogo de forma que os envolvidos possam crescer com ele.
*** Lamento profundamente os momentos em que pareci corrosivo demais. Excesso de ironia incomoda, eu sei. Mas não era essa a intenção. Pra acabarmos com essas arestas é que o encontro numa praça de verdade poderia ser interessante. A minha idéia de reunir pra tomar umas cervejas continua de pé.
De resto, continuemos cuspindo conversa. Sem ressentimentos, sem grilos, sem “stress”.
É isso...
Escrito por Maikel Psico às 18h03
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darwinismo social
Continuando...
A discussão sobre a validade das teorias de Darwin na análise da sociedade, sua transplantação da biologia para o campo das ciências humanas, deve ser conduzida com muito cuidado.
No primeiro comentário, que deu origem a isso tudo, Foreigner escreveu:
“(...) nao acho tao obvio achar que a mudanca deve vir da base, a nao ser que voce ja' parta de um monte de conceitos preconcebidos. O ser humano e' corrupto por natureza, pois o que ele almeja e' em primeiro lugar a propria sobrevivência”.
Em minha resposta -- um tanto quanto agressiva, admito --, eu escrevi:
“Você partiu de ‘um monte de conceitos preconcebidos’ pra argumentar aqui, Foreigner. Quando afirma que ‘o ser humano é corrupto por natureza’ está sendo fatalista, apóia-se num naturalismo ralo que, há séculos, qualquer antropólogo considera ultrapassado”.
A referência à antropologia moderna foi feita com base no pensamento de Clifford Geertz, autor do livro de ensaios “A interpretação das culturas”, uma das principais referências da antropologia contemporânea.
Em resposta a esse comentário, Foreigner escreveu:
“Pretendo demonstrar que não parto de qualquer conceito, mas sim de observações da natureza que coadunam com a teoria de evolução de Charles Darwin”.
Bem. O assunto em questão envolvia a sociedade, portanto, debatíamos fora do campo das ciências biológicas, a partir do qual a Teoria da Evolução foi desenvolvida. Essa tentativa de adaptar o pensamento de Darwin às ciências humanas já acontecera em outros momentos da história. As teorizações que partiam desse princípio ficaram conhecidas como “teoria do darwinismo social”.
Influência dominante no nazismo, o chamado darwinismo social foi chamado assim por volta dos anos 1930 e já existia antes de Darwin, nas idéias de Herbert Spencer. “Em Social Statics, de 1850, Spencer afirmava que as condições sociais modernas favorecem a multiplicação dos menos aptos. Como muitos outros, Spencer, em sintonia com o cientificismo de seu tempo, não deixou escapar a oportunidade de tomar emprestada a respeitabilidade científica da evolução para a sua ética. Foi Spencer, e não Darwin, quem cunhou a expressão "sobrevivência dos mais aptos". Spencer propalava a liberdade individual e a não-intervenção do Estado na sociedade, para não aumentar artificialmente a chance de sobrevivência dos inaptos. O médico Francis Galton, primo de Charles Darwin, deu um passo além, propondo a esterilização dos menos aptos (eugenia negativa) e o estímulo à reprodução dos mais aptos (eugenia positiva)”.
“O emaranhado histórico-político-social em que o darwinismo social foi envolvido a partir do fim do século 19 não é coisa para se descrever em dois parágrafos. Por ora, basta dizer que as idéias de Spencer e Darwin passaram pela América antes de chegar aos nazistas. A eugenia, concebida por Galton como uma especulação intelectual a partir da extrapolação indevida das idéias de Darwin, foi levada à prática nos EUA. Eugenistas americanos, notadamente os membros da Human Betterment Foundation e da American Eugenics Society, preocupavam-se com o crescente influxo ao país de raças tidas por eles como inferiores. Exerceram pressão para favorecer a imigração de tipos nórdicos – louros e louras de olhos azuis. Alguns estados americanos adotaram programas de esterilização compulsória dos menos aptos. Por isso mereceram o elogio de Hitler, que tomou o programa americano de eugenia como exemplo a ser seguido. Nas mãos dos carrascos nazistas a proposta de Galton chegou à expressão derradeira”. (Esse trecho entre aspas foi retirado do site Darwin Magazine. Conforme Foreigner solicitou, estou procurando “sustentar melhor” minha argumentação).
Seguindo na linha argumentativa já percorrida outrora pelos adeptos do Darwinismo Social, Foreigner prossegue:
“Por meio de observações, vê-se que todos os animais praticam atos que acarretam danos a outros em proveito próprio. Isso é verdade para insetos, répteis, peixes, mamíferos e primatas. Além disso, observações em sociedades primitivas (como os Yanomamis) mostra que isso tambem é verdade entre humanos, principalmente quando se trata da manutenção dos genes em futuras gerações.
Nessa simplificação, aproxima-se o homem dos amimais, ignorando completamente as instâncias simbólicas e a subjetividade. A influência da cultura – entendida aqui como rede de significados, conforme o pensamento de Geertz – parece ser, do ponto de vista do debatedor, completamente irrelevante enquanto, para mim, é fundamental para a constituição disso que chamamos de “ser humano”.
A questão da manutenção “dos genes em futuras gerações” é perfeitamente condizente com o discurso do darwinismo social que sustentava as teorias racistas no início do século. Essa teoria não influenciou apenas o nazismo, mas também o neoliberalismo (o darwinismo econômico), a Ku Kus Klan, o imperialismo, o nacionalismo e o militarismo. Os darwinistas sociais insistiam em que as nações e as raças estavam empenhadas numa luta pela sobrevivência, em que apenas o mais forte sobreviveria e, na realidade, apenas o mais forte mereceria sobreviver.
Foreigner argumenta dizendo: “o que afirmo é ponto pacífico para todos aqueles que conhecem a Teoria da Evolução”. Tento em vista que o darwinismo social é fruto de uma leitura atravessada da obra de Darwin, resta saber para quem isso é ponto pacífico.
Foreigner afirma: “não parto de conceitos preconcebidos ou posições ultrapassadas. Você pode argüir que a Teoria da Evolução está completamente errada, mas aí vai ter que sustentar melhor suas afirmações”.
Não seria louco a ponto de questionar a validade da Teoria da Evolução, em sua totalidade, para a biologia. Mas Geertz, no livro citado acima, coloca alguns questionamentos. Na parte em que a teoria diz que o desenvolvimento do cérebro deu ao homem a inteligência (de uma hora pra outra), o antropólogo entra como uma nova hipótese: para ele, o desenvolvimento de artefatos culturais teria acelerado o processo de desenvolvimento cerebral do homem.
E, levando-se em conta que o processo de transplantação que você faz da teoria de Darwin para o campo das ciências humanas já foi realizada em outra época e já foi devidamente criticado acima, acredito que, no momento, não é preciso insistir nesse ponto.
Foreigner escreveu: “destaco que definir cientificamente que algo é devido à cultura é algo bastante nebuloso, pois não dá para fazer previsões universais, ou mesmo previsões “testáveis””.
Aqui podemos identificar a veia positivista do pensamento de Foreigner, clamando por teorias gerais, testáveis. A partir disso, não é difícil compreender a busca de apoio na teoria evolucionista: os positivistas, há muito tempo, também recorreram ao darwinismo para justificar suas teses de “Ordem e Progresso”.
Sobre o conceito de evolução aplicado à sociedade, vale a pena não pensa-lo de forma excessivamente rígida. Michel Maffesoli, sociólogo francês, retoma um conceito do antropólogo Gilbert Durand pra dizer que a evolução humana acontece em forma de espiral. As conquistas técnicas/tecnológicas permanecem, mas os modos de vida se repetem, de forma cíclica, em níveis diferentes. É uma idéia recente, mas deve ser considerada para que possamos olhar a sociedade com a complexidade que lhe é própria.
Escrito por Maikel Psico às 17h26
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A r g u m e n t o s
Alguns dos momentos mais in(tensos) desse espaço virtual acontecem nas “entrelinhas”. Melhor, se dão nos espaços reservados aos comentários. Parece que por lá é que é bom conversar. O dito fica pelo não dito, se os passantes não forem até lá para vê o que se passa.
Incomodado de alguma forma, já fui lá várias vezes e trouxe a conversa para cá. Agora mesmo, deu vontade de fazer isso. Foreigner e Maikel discutem coisas muito importantes para se pensar a vida que produzimos. Mas ficaram por lá. Recomendo então a quem passa não perder as vielas dos comentários, que são como jardins recolhidos dessa vontade coletiva. Por falar nisso, o Dourado nunca apareceu. Abraços a todos.
Escrito por Kleber Jean Matos Lopes às 13h41
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Utopias?
Proposta indecente
Eugênia, como quem não quer nada, convidou a galera da Praça a colocar a mão-na-massa.
“(...) alguém de vcs, que costuma frequentar esse blog, quer fazer diferente? A proposta é, tirar esse período de férias de final do ano e fazermos um tipo de caravana social, passando por algumas das regiões mais pobres do Brasil e levando uma ajuda (ainda que muito pequena) as pessoas. Poderíamos desenvolver essa idéia melhor. E durante esse tempo, na estrada, podemos discutir sobre o Estado, filosofia, ou qualquer outro assunto como os já abordados aqui no blog do zé. Fica aí a sugestão, quem estiver afim de arregaçar as mangas e encarar a vida real longe da net, da academia e de outras teorias, é só dar um toque”.
Maria, adorei sua idéia. Mas você disse que “poderíamos desenvolver essa idéia melhor”, então vamos lá. O primeiro problema, pra mim, é viajar pelo país. Como todo bom universitário, eu vivo sem dinheiro. Mesmo quem tem dinheiro, deve trabalhar. Como articular as férias de todos na mesma época? Como seria a viagem? De carro? De ônibus? Quais regiões seriam visitadas?
Eu tenho uma sugestão. Acho que não deveríamos abandonar a virtualidade, mas acrescentar realidade às discussões daqui. Cada um na sua, vai procurando formas de agir “concretamente”. Quem estiver geograficamente mais próximo, une forças. Quem não estiver, troca experiências.
Já comentei algumas vezes no blogue que aqui em Guarapari estamos tentando articular algumas ações na área de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável, interferindo nas áreas de Educação, Cultura e Turismo.
Nosso projeto parte da identificação de vocações da cidade e dos interesses de seus moradores. A partir disso, buscamos alinhar os interesses das pessoas, possibilitando a abertura de espaços alternativos para o desenvolvimento de um trabalho cooperativo que possibilite geração de renda e enriquecimento dos capitais social e cultural dos envolvidos.
Estamos trabalhando junto à Associação Salvamar de Apoio à Criança e ao Adolescente. Essa Ong tem realizado um excelente trabalho na região norte do município, que abrange as regiões de Perocão, Santa Mônica, Setiba e Jabaraí.
A região norte de Guarapari tem uma tradição pesqueira que se desenvolve de forma ainda muito primitiva. Um dos trabalhos desenvolvidos pela Associação Salvamar na área ambiental envolvia o óleo usado nos barcos de pesca.
Por falta de informação, a grande maioria dos pescadores locais jogava o óleo velho retirado dos barcos diretamente no mar, poluindo o meio ambiente e, especialmente, os mangues.
Com o apoio da Samarco e da Shell, o pessoal da Salvamar iniciou um trabalho de conscientização entre os pescadores. Em seguida, instalou postos para coleta de óleo usado na região. O óleo coletado, era repassado à Shell para ser reciclado e, posteriormente, revendido aos pescadores a preço de custo. Além de representar uma economia, o projeto preservava o meio ambiente.
A atuação da Salvamar não parou por aí. A Ong passou a oferecer aulas de reforço escolar para as crianças da região e montou uma escolinha de futebol onde a participação das crianças fica condicionada ao bom desempenho escolar. Parece pouco, mas as mães fazem fila para inscrever seus filhos nas aulas de reforço escolar.
O projeto “Andorinhas”, que estamos desenvolvendo para a Ong tem um caráter bem mais amplo. Baseado na “metodologia DLIS-ECT” – Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável: Educação, Cultura e Turismo – o projeto pretende abrir perspectivas muito mais amplas de atuação para a Ong.
A princípio, dois “braços” do projeto merecem ser citados. O Escritório de Captação de Recursos (ECR) e a AEMID (Agência Experimental de Midiatização).
ECR – O ECR do projeto “Andorinas” pretende formar pessoas capazes de estabelecer contato com empresas e conseguir aliados, patrocinadores para o projeto. Quem coordenaria o ECR, num regime de autogestão, horizontalizado, seriam estudantes de pós-graduação, graduação e ensino médio. Parte do dinheiro arrecadado seria investido no projeto e a outra revertida em bolsas de estudos para os estudantes.
Também ficaria a cargo do ECR comercializar os produtos do “Andorinhas”, produzidos na AEMID.
AEMID – Segundo o mesmo modelo de autogestão do ECR e também trabalhando com estudantes de diversas áreas, a AEMID ficaria encarregada de produzir material midiático tanto para o “Andorinhas” quanto para o comércio e a indústria local. Mais uma vez, o dinheiro arrecadado seria reinvestido no projeto e revertido em bolsas de estudo.
As ações do “Andorinhas”, viabilizadas pelas verbas do ECR e do AEMID ficariam concentradas nas áreas de Educação, Cultura e Turismo.
Um exemplo, de investimento integrado é o projeto Residências Culturais.
RESIDÊNCIAS CULTURIAS – Como todos devem saber, Guarapari é um cidade de “veraneio”. A economia municipal vive em torno disso (e do funcionalismo público). Na “invernada”, é assustador o número de casas vazias, desocupadas. A idéia do Residências Culturais é aproveitar esses imóveis vazios trazendo para a cidade bolsistas de pós-graduação, mestrado e doutorado que estiverem na fase final de seus trabalhos. Ofereceríamos a esses estudantes um local tranqüilo para ficar, espaços com acesso à Internet e terminais de computadores e, de quebra, contato com pesquisadores de diversas localidades do país. Em troca, esses estudantes coordenariam alguns seminários, oficinas e grupos de estudos para a comunidade e para os demais estudantes “hospedados” nas residências culturais.
Falamos até aqui dos aspectos educacionais e turístico do Residências Culturais. Falemos agora do cultural. Para receber um público como esse, de universitários e pesquisadores, a cidade precisaria oferecer-lhes um mínimo de atrativo cultural. É aí que entram os agentes culturais do “Andorinhas”, promovendo eventos e agitando a cena cultural guarapariense. Por outro lado, pensem na possibilidade de troca cultural que um espaço como esse, das residências culturais, abriria. Teríamos aqui estudantes de todo país!
Bem, já me estendi demais. O que eu queria dizer é que é possível fazer alguma coisa sem precisar dar murro em ponta de faca. Se o cara é jornalista, que faça matérias. Se é pedreiro, que construa casas. Se é grafiteiro, que desenhe em paredes. Agora, se ele é pedreiro mas quer se tornar escritor, a gente ajuda o cara a fazer a transição, pois nenhum ser humano deve ser condenado a um único papel pelo resto de sua vida.
Se alguém quiser saber mais sobre nossa movimentação por aqui, mande um e-mail pra mim: maikelsgri@click21.com.br. Posso enviar o projeto aos interessados ou simplesmente fornecer maiores informações.
É isso...
Escrito por Maikel Psico às 15h43
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PELA UTOPIA
Foreigner,
Você disse: “E tambem nao acho tao obvio achar que a mudanca deve vir da base, a nao ser que voce ja' parta de um monte de conceitos preconcebidos. O ser humano e' corrupto por natureza, pois o que ele almeja e' em primeiro lugar a propria sobrevivencia.”
Você partiu de “um monte de conceitos preconcebidos” pra argumentar aqui, Foreigner. Quando afirma que “o ser humano é corrupto por natureza” está sendo fatalista, apóia-se num naturalismo ralo que, há séculos, qualquer antropólogo considera ultrapassado. Seu discurso me lembra o discurso bíblico do pecado original. Ó, meu Deus, o ser humano está perdido! “O homem é o lobo do homem”, viva o Leviatã! Salve o príncipe!
Tudo não é instinto básico (aqueles comuns a qualquer animal) é fruto da cultura, Foreigner. Se você me disser que é difícil modificar comportamentos, hábitos e visões de mundo, eu concordo. Se você me disser que a cultura ocidental construiu uma humanidade doente, egoísta, “umbiguista”, também concordo. Agora, daí a colocar isso como regra, atribuindo algo que é exclusivamente cultural à “essência” do ser humano é ir longe demais no derrotismo! Se é assim, melhor não acreditar em democracia e partir logo pra um regime fascista, o que você acha? Vamos levar a ficção do Orwel às últimas conseqüências e instituir de vez o Big Brother! Vamos vigiar e punir! O ser humano é uma besta mesmo! Vamos enjaulá-lo!
Não acredito em discursos fatalistas. Prefiro ser classificado de utópico a acreditar que o ser humano “não tem cura”.
Cuidado com as generalizações, Foreigner. A vida é mais complexa do que isso.
Escrito por Maikel Psico às 14h06
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As irregularidades apontadas pela equipe de reportagem do programa Fantástico estão ocorrendo desde o início do programa Bolsa Família, quando ficou a critério de cadastros feitos pela prefeituras. Bastou o alarme em rede nacional, para que providências fossem tomadas. Patrus justificou os problemas encontrados devido à grandiosidade do programa, um país grande, complexo e descentralizado, com mais de 5.500 municípios, além da herança do governo passado com cadastros considerados por ele frágeis. Nas cidades de Pedreiras(MA), Cáceres(MT) e Piraquara(PR), constatou-se diversas famílias de classe média, incluindo funcionários de prefeituras, que recebem indevidamente dinheiro de programas como o Bolsa-Escola, Auxílio-Gás, Bolsa-Alimentação e o Cartão-Alimentação. Esses quatro programas foram substituídos no atual governo pelo Bolsa-Família.
Escrito por Amanda Tote às 08h40
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Pesquisa mostra que cobertura dos jornais de SP continua anti-Marta
Relatório divulgado pelo Observatório Brasileiro de Mídia revela que os cinco principais jornais da capital paulista mantêm a tendência verificada no 1º turno. Sobre José Serra, o maior número é de matérias neutras ou positivas. Sobre Marta Suplicy, de neutras ou negativas.
Tem mais gente acompanhando a cobertura das eleições paulistas. Isso é bom, e mostra que por aqui não estamos paranóicos. A imprensa paulista SOBE O SERRA sim. Eu só gostaria de saber uma coisa: quais são os interesses por trás da candidatura Serrista? Será que se pretende forjar um novo Serra, mais forte -- politicamente mais robusto e pessoalmente menos antipático -- para as próximas eleições presidenciais? Ou será que a união em torno do PSDB é só mais uma tentativa de fortalecer um contraponto, ainda que de fachada, ao PT? Sobre Porto alegre se fala pouco, mas não precisa ser nenhum gênio pra saber que lá a RBS é anti-PT convicta há décadas. Será que os 20 anos de ideologia neoliberal veiculada diariamente pela Rede Brasil Sul estão fazendo efeito? Os jovens que cresceram sob influência da RBS podem estar fazendo a diferença nesta eleição? Será? Ou não? Serra, ou não? Quem não sabe, pergunta... (Fonte: Agência Carta Maior)
Justiça rejeita pedido para suspender OP em Porto Alegre
Vereador do PTB queria acabar com Orçamento Participativo, proibindo sua divulgação e apoio material por parte da Prefeitura de Porto Alegre. Decisão da Justiça do RS rejeitou pedido e reafirmou legalidade e legitimidade do modelo de democracia participativa. (Fonte: Agência Carta Maior)
Qual o problema da direita com o Orçamento Participativo? Será que transparência é indesejável? Será que não se quer dar ao povo o direito de escolher onde o dinheiro que é pago em impostos será investido? Quem tem medo da democracia participativa? Porque a direita têm medo do povo? Será que ela gosta do povo? Ou ainda representa a vontade da elite? Perguntas, perguntas, perguntas...
Escrito por Maikel Psico às 17h15
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