OS OUTROS ZÉS

Legal essa coisa de coletivizar o blogue, Zé. Uma forma interessante de testar a capacidade de convivência virtual das pessoas. Quase um "Big Bloguer".



Escrito por Maikel Psico às 14h54
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um convite: olha o bonde, olha a praça

Gente, rapidinho. O Zé, o outro muda de categoria. Era ponto de encontro, agora é praça. Por isso seria muito importante que mais gente viesse passear. Assim Foreigner, Luís César, Primo Zé, Tadeu, Cleopata, Brejeira, Sou o que não Sou, Branquelo e os outros amigos e amigas que desejarem postar na entrada, enviem um e-mail para koutro@uol.com.br para que eu possa cadastrá-los. Assim a possibilidade de conversa aumenta e o Zé continua a ser o que tem sido; um pouquinho de nós todos.  

 

Abraços, Kleber.

 

Escrito por Zé às 17h08
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KLEBER JEAN MATOS LOPES

 

Acima está meu nome. Posso ser ele, mas também posso ser um Zé. Fui Zé aqui. Desmanchei-me nele e ele se desmanchou em tantos outros seus convidados. Assim como eu também. Ressalva; entendo por eu um estado. Nesse momento desaparece a figura do Zé, o outro sozinho na blogosfera, gerente desse espaço. Apesar dele nunca ter estado sozinho. Fora antes a janela que fazia ver de dentro para fora e vice versa, sem jamais saber onde era o dentro e onde era o fora. Uma força que permitia acessos e acontecimentos. Zé tem sido um tanto de tantos que aqui passam e dizem e também daqueles que passam calados, mas são percebidos pelo controle de visitas. O espaço Zé, o outro continua. Tenho uma cara, um nome, mas não sou um eu exato. Porque fui Zé? Bom, isso eu vou dizer aos poucos.

 

Agradeço a todos que aqui tem postado.

Meu abraço emocionado,

Kleber

 

ps: A BRINCADEIRA CONTINUA!

Escrito por Kleber Jean Matos Lopes às 15h22
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Padeiro filosofando

Um ciberoutro pelo Primo Zé

 

“.

[primo zé]


Bem, podemos dizer que formamos uma cooperativa aqui, nessa, digamos, zona autônoma virtual, onde é trabalhado o exercício do pensamento, do livre dizer e da aprendizagem. A repercussão desse trabalho se reflete em nossos dias, nas reflexões que continuamos fazendo mesmo após desligar o computador, mesmo após sair da internet. Um exercício interessantíssimo de trabalho. Inclusive aqui podemos gerar conflitos no mundo de lá. O mundo dos cheiros se separa apenas por uma tênue e frágil linha dos outros mundos, e temos autonomia para causar desordem nas estruturas que incomodam. A desordem aqui pode estar em qualquer lugar, inclusive em nomes, personagens e não- personagens. A história parece manjada, mas me fascina o fato de eu, primo zé, poder ser apenas zé o outro travestido de outros comentários. Foreigner, Pedro bó, Adolf e Maikel, cia ltda, podem todos ser a mesma pessoa, podem brincar com o real que brinca de não ser real. Isso pode ser usado de diversas maneiras...


15/09/2004 18:13

 

[primo zé saindo de uma crise de identidade]


é realmente e pode ser uma cooperativa. Podemos ser todos e podemos ser um só. Fascinante a internet, esse bicho onde o mercado cutuca, as letras respondem e a guerra acontece. Comentários, manifestos, fraudes, brincadeiras e crimes podem ocorrer, podem ser direcionados e devem. Pelo menos quebra-se assim um pouco da noção de tudo que temos, ou a noção de nada que temos, como os senhores preferirem. Muito boa noite a todos.



15/09/2004 18:18

 

.”

Escrito por Zé às 12h09
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Dizem que o país voltou a crescer. Alguns índices atestam essa tendência econômica. Isso deixa alguns felizes. Mais dinheiro girando, gente comprando, gente vendendo. Outros não percebem esse acontecimento. Pouco compram, quando compram. Deles não se fala. Só quando são mortos pelas ruas de grandes cidades. Continuam a ser mortos, agora sem manchetes. Rotiniza-se assassinatos em série. Essa é uma questão menor. O país cresce, daqui a vinte dias a gente escolhe prefeitos e vereadores. A vida continua. Luís César em comentário recente cita o poeta Jorge de Lima: “Nada, nadador! Se não, que restará de ti, nadador? Nada, nadador”. Brilhante. Há um sociólogo polonês, de nome Zygmunt Bauman, que diz estarmos vivendo uma modernidade líquida, em livro que carrega esse mesmo nome; modernidade líquida. A arte e a academia se encontram na vida. Isso nos alimenta a continuar de braçadas em braçadas. Era uma vez o homem, seus braços, pernas e pulmões. Era uma vez o tempo de coisas líquidas, misturadas no espaço. “Nada, nadador! Se não, que restará de ti, nadador? Nada, nadador”.

 

Abraços e boa semana a todos.

 

Zé, o outro.



Escrito por Zé às 11h40
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