Olha que massa; olha que pão ou seria um biscoito.
Artigo 16 - Aquele que durante uma sessão não disse uma pilhéria de espírito, pelo menos, fica obrigado a pagar no sábado café para todos os colegas. Quem disser uma pilhéria superiormente fina, pode ser dispensado da multa da semana seguinte.
O Foreigner, o Maikel e a Cleopata estiveram aqui ontem e cuspiram uma conversa das melhores que já vi por aqui. Assim convido a irem aos comentários do texto “ENTRE HERÓIS E COMPANHEIROS“. Acredito que precisamos muito falar sobre o que acontece no Brasil hoje. Em casa, na rua, na padaria, na escola, no trabalho, na igreja e também nesses meios alternativos, como um blog. Seria melhor ainda se você registrasse sua percepção disso que vivemos. A conversa que é fala e escuta, nos constitui. Há um amigo chamado Luis Antonio Baptista, que escreveu um texto no livro seu A cidade dos sábios, que nos desperta para esse cuidado com a vida. Vale conferir o Luis Antonio, como também os comentários do Foreigner, Maikel e Cleopata.
Abraços, Zé.
PS: Baptista,Luis Antonio. A escuta surda (in) A cidade dos sábios. São Paulo: Summus, 1999.
Alguém me falou que o Lula num dos seus últimos discursos reclamou da falta de heróis no Brasil. Parece ter dito que faltam referências à juventude.Por mais que suas intenções permaneçam as melhores, não posso deixar de lamentar por sua opinião. Herói é tudo que o Brasil não precisa e o Lula - sua história - é prova cabal disso. Heróis salvam o povo do padecimento e Lula já deve ter percebido a inviabilidade dessa missão. Então porque ainda fala em heróis? Talvez por não ter o que dizer.Por que então não cala? Ah, mas o presidente tem que se pronunciar sempre e tal, diria alguém. Penso que não. Até porque regra presidencial no Brasil é algo para jamais se repetir. O que lamento é que naquilo que mais aparece, esse governo tem guardado semelhanças com o anterior. E aquilo que pouco aparece, a gente quase não fica sabendo. Deveria talvez o Lula dizer mais das suas dificuldades, suas limitações e nos chamar novamente de companheiros. Olhando o que temos sido, hoje eu ainda lhe responderia. E você?
Zé; Confesso que tentei pensar num poema.... Uma canção para Moema Ou para outro Zé; Mas, só sei pensar A teoria me invadiu e os sonhos ficaram para depois, Ou será agora o tempo de RECOMEÇAR???? Olha aí, Zé...né que deu certo... Tô gostando do seu blog. Sempre que der preço por aqui. Bjoca Cleo Cleopata | cleoemarco@yahoo.com.br | 19/07/2004 21:33
As frases ditas já foram ditas, feitas e desfeitas noutros tempos. Já saíram de outras bocas, já compraram outras brigas. Se há jogo, aqui, é de linguagem. Crer em algo é apostar nesse algo - no amor, no desconhecido, no Outro. Se há um caminho a seguir, são os descaminhos da vida – para perder-se nela. Teorias estão aí para serem criadas, descobertas, destruídas, descamadas – não para serem seguidas. Lugar de coração é no peito, batendo e apanhando, pois é esse o ritmo do viver. O sonhador sabe pouco – quase nada – além de seus sonhos. Vez ou outra, sonha junto – mas sobre “sonho que se sonha junto”, Raul fala melhor. A mente rebuscada, mente. Vida não se copia, se vive – sempre buscando ser livre (embora nem sempre conseguindo). Fome, dor e gozo são para serem sentidos: a teoria não dá conta desses universos. A verdade é furta-cor, camaleônica: nos engana o tempo todo. Se encontrar a verdade é crime, crime maior é acreditar que a encontramos. A utopia não é um mal, pois impulsiona: o coração pulsa com ela. A morte acompanha o relógio: versões de nós mesmos morrem minuto após minuto. Mas algo sobrevive e “a vida segue com ou sem você”. A poesia fala de um outro que, embora faça parte de mim, não SOU eu, porque eu ESTOU. No terreno do humano, toda simplificação é precipitada. Mas a vida também acontece nas precipitações: aceitemo-las então. De resto, paz e amor para todos.
(Zé, se puder postar este texto no teu blogue. Ia colocar como comentário, mas ficou grande demais...)
A Padaria vive e isso é muito bom. Quando a assunto começou, a Brejeira e a Jacinta alimentaram-nos com muita informação sobre esse acontecimento, mas os comentários diminuíram. Não faço a menor idéia. Por sinal fazer idéia por aqui é de uma inutilidade quase absurda. O registro é que alguns assíduos haviam sumido e agora retornam. Branquelo, por exemplo. Mas gostaria de registrar também as passagens do HÁRPYJA e do Fábio. Ambos, conheço pela Net, mas ligados ao mundo das artes, padeiro vai, padeiro vem, agora estão também por aqui. Estou indicando os endereços deles na página de entrada, pois é tempo que se ganha os visitando, já que é tempo que se vive. Então isso tudo, esse pulso poético que tomou conta do Blog, tem também o Sou, acho que se relaciona à Padaria. Assim quis e quero fazer um mural poético e solicito de todos um poema, para publicar aqui. Uma nova campanha, um novo mutirão. E quem não for poeta, que comece a sê-lo. Afinal uma coisa puxa a outra!