Um pequena homenagem para um grande poeta



Escrito por Zé às 16h29
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S Í L A B A S Í L A B A

Como sempre achei que poesia é a coisa mais parecida com alguma OUTRA COISA, nesse sábado, recebi de Sou Quem Não Sou esse manifesto poético.  Achei interessante trazê-lo dos comentários para cá, para a gente melhor poder sentir, perceber e dizer (caso queira) da poesia que Sou Quem Não Sou nos permite.   

 

 

[sou o que não sou...][floyd25@bol.com.br]


Ávidos, teus olhos buscam há tempos algo ou alguém que venha a saciá-los. Desde o inicio, tua boca clama por palavras nunca antes ditas, palavras metamórficas que transformem som em sentido. Teus ouvidos, verdadeiras antenas receptoras entregue ao absoluto descontentamento, sonham entre ondas longas e curtas, com um sinal preciso e singular. Teu sexo, vendido em notas de prazer, dá direito a troco em moedas de ilusão. Tua mão apontada ao norte, apóia-se em pernas que caminham ao sul, um coração entregue à sorte, sob um céu não mais azul, fazem de suas certezas castelos de areia, travestidos e mascarados de intransponíveis fortalezas. Quer o mundo sem podê-lo carregar, busca responder o que não sabe perguntar. Tudo quer saber, para tudo, “poder poder”, teme tanto morrer sem sequer saber viver.

19/06/2004 11:27



Escrito por Zé às 11h45
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Será que eles estão assistindo a uma partida de futebol e comemoram um gol? Vocês sabem quem eles são? Por que todos os homens então engravatados e a mulher está de calça jeans e camiseta branca? Será que ela trabalha para eles? Será que eles trabalham? Para quem eles trabalham? Será que eles gostam de trabalhar? Será que eles ganham bem e a mulher não, já que seus trajes são populares? Será que isso é apenas uma questão de estilo? Se eles não estão comemorando um gol do time, porque estariam vibrando juntos? Será que são amigos faz tempo? Será que se conheceram há pouco e celebram uma nova e grande amizade? Quem são essas pessoas? Onde será que estão. Será que são brasileiros? Será que são americanos? Qual a cor dessas pessoas? Por que se deixaram fotografar nessa condição? Será que essas pessoas têm alguma relação com a vida dos brasileiros? Será que você sabe responder a alguma dessas questões? Será que eles se abraçaram em seguida? Será que sequer se entreolharam e foram por caminhos distintos? “O que será que será?” Amanhã o Chico Buarque de Holanda faz 60 anos. Será? O que será que ele comporia e cantaria para dizer dessa fotografia? Será que ele sabe quem são? Será que sim? Será que não?

 

Hoje estou um tanto BRANCO ou seria AMARELO,

Zé, o outro



Escrito por Zé às 11h39
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CAMPANHA CIBERESPACIAL PELA PRESERVAÇÃO DAS CABEÇAS

CAPACETE ZERO,

POIS VEM AÍ O BRANQUELO

 

Gente que passa por aqui. A polêmica sobre ser desejável ou não pisar nas cabeças alheias tem ganhado corpo. Como minha primeira preocupação não é com o tronco ou os membros, mas com a cabeça, estou lançando aqui mais um movimento: CAPACETE ZERO, CUIDADO COM O BRANQUELO. Não quero aqui estigmatizar esse colaborador rotineiro do blog. Mas e se isso cresce, ganha corpo e chega às cabeças da gente. Precavido que sou (poucas vezes) oriento a que se dê já um capacete a quem se ama. Circo, pão e capacetes doravante!

 

Abraços,

 

Zé, o outro

 

Para saber mais sobre essa questão leia os textos anteriores e principalmente os comentários, clicando no ícone MOTORES.

 

CAPACETE ZERO = CAPACETE NOVO!!!!



Escrito por Zé às 14h26
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"a sombra máxima pode vir da luz mínima" Leminski.

FILOS BLOG FANDO

 

Animei ainda mais com a participação dos amigleiros na polêmica. Gente nova como a Cá, gente que sempre tá por aqui como o Maikel e Aline, gente que cria polêmica como o Zé Branquelo e gente que gosta de fazer rir, como o Tirulipa. É muita gente e a isso só posso pedir mais e dizer que quem entrar agora, vá até as duas ou três últimas anotações e clique no dizer MOTORES, no canto esquerdo da tela. Leia os comentários e participe da discussão, se lhe convier. Vocês fazem desse um blog comunitário, e isso é muito bom!!!

 

Abraços

 



Escrito por Zé às 20h19
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POLÊMICO POLÊMICA POLÊMICO POLÊMICA POLÊMICO POLÊMICA POLÊMICO POLÊMICA

Oi gente, trago para a página de entrada desse blog o primeiro debate que vem se construindo entre esse que escreve e os amigleiros Zé Branquelo e Kelma. Faço isso para que outros que passem por aqui, possam se posicionar. As coisas giram em torno das idéias de outro, diferença e capitalismo branco escritas já há alguns dias. Que outros leiam abaixo os comentários e falem, se assim lhes convier:

Escrito por Zé às 13h30
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polêmico polêmica polêmico polêmica polêmico polêmica polêmico polêmica polêmico polêmica

E Dai , é tudo uma questão de chegada, ou saida, de qualquer forma , assim a natureza caminha , ..........Tipo se não houvesse diferenças, o que seria dos Jornalistas , dos panfleteiros , ...e toda uma gama de pessoas que vivem em função das diferenças, Tipo as diferenças fazem o mundo girar.... O passado foi igual pra todos , mas parece que tudo tava muito chato , ai vieram as diferenças , ai ficou legal , uns querendo melhorar, cada um a sua maneira, uns sendo Zé pilantra, outros Zé pilintra, e outros so Zé , ou Zé de nada.......cada um no seu rumo ou no rumo do outro, as diferenças são tão importantes que fazem os que não estão tão bem favorecidos, quererem melhorar ou não.........Coisas da vida, e assim nasceram os Zéssssssssssssss
Zé Branquelo | semmail@sei.la.com |  11/06/2004 19:36

Resposta:

Isso!
Zé, não entendi direito teu "e dai". Penso que não disse nada que contrariasse muito o que você colocou. Agora essa coisa de passado que você coloca não tem muito a ver com natureza, para mim. É a história Zé. Nos somos bichos históricos, independente das cores que revelamos. É bom ter mais um Zé por aqui!!! Abraços, do Outro Zé

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Oi , eu achei o comentário do Zé branquelo meio racista... Esse assunto é sério. Não devemos deixar de lado a questão política que se traduz na vida com consequências desiguais.
Kelma | kelmatos@uol.com.br |  13/06/2004 13:25

 

 

Resposta:

Raças
Kelma, o Zé Branquelo deu uma sumida. De repente aparece e explica. Achei um pouco confuso o texto e vou aguardá-lo. Quem sabe retoma essa conversa. Mas não podemos deixar de considerar jamais que nossos atos, como disse voc~e, se traduzem na vida que se faz, tanto no mundo dos odores, como nesse, ainda carente de cheiros. Abraços Zé

Alterar a Resposta

 

 

 

Racista é a vontade de si mesmo de subverter ou inverter os proprios rancores, ficar no escondido usando de pseudolinguagens , tipo , CAPITALISMO BRANCO, isso me ofende, e se vivessemos no Haiti? seria Capitalismo o que? Ou Na China , com seu Capitalismo escondido por tras de mulharas? Seria Capitalismo Amarelo. Qual a cor do capitalismo do Bush? Diferença é muito Bom,melhor que utopias , e suas pias,São as diferenças que fazem o mundo girar , no inicio ninguem era rico , ou capitalista, o capitalismo é bom , melhor que terapia , pois assim , criamos alegrias de poder pisar em cabeças , sei que as vezes temos as nossas pisadas, mas o gosto de pisar é muito bom.E dai vai , Branco , preto , azul , amarelo, diferenças boas...use-as a seu favor!
Zé Branquelo | semmail@sei.la.com |  15/06/2004 07:11

Resposta:


Zé Branquelo, aqui cada um diz o que percebe e sente. Sua interpretação do que eu disso, gerou em mim uma confusão. Se há alguém escondido nesse jogo, somos todos e aí seu juizo moral é fora de nexo. Confirmo o CAPITALISMO BRANCO, como algo que permite qualquer inscrição. Muito mais cor que raça. Não por acaso os barncos se valhem muito mais desse sistema que negros,índios, mamelucos, amarelos,o que seja.É esse capitalismo branco que faz você aparecer como um pisador de cabeças que sente prazer. Faz você vir aqui e ter resposta, por que o prometido é cuspir conversa. Mas é importante entender direito o que se lê, para não achar que aquilo que o outro disse é exatamente o que você quis escutar. Mas continue vindo, se assim lhe convier. De um cara que não gosta de pisar em cabeças aqui, nem lá. O que significa também, que já não tenha o feito. Mas afirmo; não por gosto. Zé



Escrito por Zé às 13h28
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nada do tas nada do tas nada do tas nada do tas nada do tas nada do tas nada do tas

O domingo, a tocha e o feijão

 

Hoje o domingo começou com Pelé chorado por carregar a tocha e terminou com o Ronaldinho, o dito fenômeno, acendendo no Aterro do Flamengo uma pira ou coisa parecida. Era a chama da competição atlética sendo mantida, diziam os discursos das redes de rádio e TV, e também do mundo Net. Não me comove muito tudo isso. Essa coisa de iluminação como metáfora para uma vida melhor existe no mundo há pelo menos 250 anos e até agora, é necessário determinar o que melhora na vida. Complicado. Voltamos às cores. O branco capitalismo e os tons que nos permitem dançar, muitas vezes sem qualquer música. Fica a idéia de doação das tochas para a moçada que não está podendo comprar o gás GLP para esquentar a água que afoga seu pouco feijão. Parece panfletário. Pode até ser. Mas não é moda falar de ações que contribuam para o FOME ZERO? Então vamos cuspir conversa porque em boca fechada não entra mosquito, nem nada. “Olha lá vai passando a procissão...”.

 

Abraços e boa semana!!!

 



Escrito por Zé às 20h59
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C I N E M A C I N E M A C I N E M A C I N E M A C I N E M A C I N E M A C I N E M A

O tempo não pára

 

Fui ver o filme da mãe do Cazuza. Gostei, mas é um olhar exageradamente maternializado sobre a atribulada existência dessa pessoa, que muito me disse nos anos 80, quando percorria alguma juventude no mundo dos cheiros. O filme fez parecer tudo próximo e distante. Uma coisa! Nunca vi o exagerado ao vivo, nem quando príncipe, nem quando barão. Mas suas canções embalavam minhas dissonâncias. Era muito bom ser exagerado nas coisas. A intensidade habitando as densidades pardas. Que maluquice. Mas era assim. Rápido e com muitos sentidos em mim, que rodavam e faziam de meu corpo um outro. Bom, o cara se foi e acabou ficando. Nas telas um Cazuza, filho único que fez o que quis até não poder mais. Mas de alguma forma ele foi sempre outro, também. Ali estava sua poesia. Por isso, para ele o tempo não pára e a burguesia fede.

Vale ir vê, para não fazer dele um herói ou coisa parecida. Quem faz da vida alguma arte, não merece isso jamais. Seria tolice. Valeu Cazuza!!!

 



Escrito por Zé às 08h06
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